Usar uma arapuca para despertar a consciência ecológica pode parecer paradoxal,
mas foi justamente essa a estratégia adotada por um casal de argentinos. Otto
Waidelich e Irma Sommerfeld, ambos de 45 anos, são os pais de La aripuca, uma
réplica gigante de armadilha usada para aulas ambientais,
O ponto turístico é uma cilada capaz de prender as atenções do homem à preservação
da flora, uma verdadeira escola viva, onde turistas têm uma aula sobre árvores,
dos nomes científicos às suas origens. As informações são repassadas pelo
casal, em placas e material didático, visando incentivar o amor e o respeito à
natureza.
O atrativo oferece uma coleção de mais de 30 espécies de madeiras do norte da
província de Misiones, estado onde fica Puerto Iguazú, a mais próxima cidade na
vizinha Argentina. São árvores da chamada selva missioneira. A província também
abriga o lado argentino do Parque Nacional do Iguaçu.
Logo na entrada é possível sentir o espírito do empreendimento: uma árvore
milenar é usada como portão no centro de recepção de turistas. Seu charme está
no tronco de cinco metros de diâmetro. No interior dele tem aparelho
telefônico. Conforme Irma, o tronco da "canhafistola" sempre cresce
maciço, porém sem um coração.
Projeto -
A reprodução precisou de centenas de árvores até chegar ao formato atual, com
peso estimado de uma tonelada. As espécies foram compradas por US$ 50 mil ao
logo de cinco anos de fazendeiros que desmataram florestas para agricultura.
Algumas caíram por fenômenos da própria natureza, como tempestades. Segundo
Irma, as árvores possivelmente seriam queimadas.
A vista pode ser ampliada com uma ida a Andresito, comunidade distante
Horário de funcionamento:
das 9 às 17 horas.