Carta Verde: entenda o que é e como tirar

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Se você possui uma viagem planejada pela América do Sul, ou até mesmo para estados brasileiros com o intuito de atravessar as fronteiras dirigindo um carro, é bom saber que existe um seguro obrigatório para circular nas estradas dos países integrantes do Mercosul, tais como Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, este último enquadrado mais recentemente nesta exigência. 

O chamado seguro Carta Verde passou a ser exigido após a resolução 120/94 em 1° de julho de 1995, por meio de um acordo entre estes países, para veículos de passeio não matriculados nos territórios estrangeiros. E, desde então, tem pego alguns viajantes de surpresa por não estarem devidamente orientados. 

No entanto, além de ter um preço bem acessível, o mesmo é de fácil obtenção. Se você vai viajar para um desses destinos, com veículo próprio ou alugado, e não quer entrar para essa estatística nem ter pequenas dores de cabeça ao chegar na fronteira, leia abaixo e saiba tudo sobre ele. 

1. O que de fato é e para que serve o seguro Carta Verde? 

Basicamente, este seguro funciona da mesma forma que o nosso DPVAT, porém em terras internacionais. O objetivo principal é garantir a seguridade de terceiros, tanto condutores como pedestres, oferecendo a cobertura de indenizações pelos danos causados em casos de sinistros. Na prática, tomando apenas como um exemplo, se você se envolve em um acidente em uma das ruas de Buenos Aires, o seguro cobrirá pelo menos os custos do outro carro. O mesmo vale para uma suposta ocorrência envolvendo pedestres. 

Sem esse seguro,  imaginou como seria complicado resolver esses casos por conta própria? 

2. O que o seguro Carta Verde obrigatório cobre? 

Como citamos resumidamente acima, o Carta Verde cobre danos materiais e corporais a pessoas e veículos que não estejam segurados pelo mesmo, ou seja, um carro ou cidadão argentino em seu próprio país, por exemplo. 

Segundo o regulamento, os danos de um acidente podem ser causados tanto pelo automóvel e objetos transportados nele, assim como por um reboque acoplado, como um trailer ou carreta. 

Estão segurados os seguintes casos: 

  • danos materiais causados a terceiros em um acidente (avarias parciais e totais);

  • danos corporais causados a terceiros em um acidente (invalidez, morte, despesas hospitalares etc.);
  • honorários de advogados para o segurado (custos judiciais).

O valor de cobertura pelo seguro Carta Verde possui um limite de 40 mil dólares por pessoa para casos de danos corporais e de 20 mil dólares por pessoa para casos de danos materiais. 

Para situações específicas que envolvam diversas reclamações em um mesmo sinistro, os limites podem atingir até 200 mil dólares para danos corporais e 40 mil dólares para danos materiais. 

3. O que o seguro Carta Verde obrigatório não cobre? 

Este seguro dá uma cobertura ampla aos motoristas estrangeiros e garante o apoio essencial para você em casos de um possível acidente. No entanto, ele não cobre todos os seus prejuízos e por isso é importante entender a fundo seu funcionamento e a quem, de fato, a cobertura é direcionada. 

É imprescindível reforçar que o Carta Verde foi elaborado somente para a seguridade de terceiros envolvidos em ocorrências. O próprio segurado, no caso você e seu veículo, não tem essa mesma cobertura, e os danos sofridos não estão abrangidos no contrato.

Caso deseje zelar pela própria segurança, é recomendado neste caso contratar um seguro viagem à parte.  para cobrir prejuízos de seu veículo, vale cotar também um seguro auto com extensão para todo o continente latino-americano. 

4. Como posso contratar o seguro Carta Verde? 

Você  sabe que o seguro é obrigatório tanto para veículos próprios como alugados, por isso, poderá contratá-lo diretamente por intermédio de seu corretor, ou por meio de uma agência de locação de carros. 

O contrato pode ser realizado de acordo com as datas de circulação nos países, com duração máxima de até um ano. 

Apesar de o procedimento ser extremamente fácil e rápido, é aconselhável fazê-lo com antecedência e antes mesmo de pegar a estrada, pois a apólice  é validada após a confirmação de seu pagamento. A cotação é sempre realizada em dólares americanos e o documento seguirá o mesmo padrão, independentemente da origem de sua contratação. 

5. Já possuo um seguro com extensão para a América do Sul. Mesmo assim preciso contratar?

A resposta é sim. O seguro Carta Verde é obrigatório em todos os países integrantes do Mercosul, e nenhum outro tipo de documento o substituirá nesses casos. Assim como  usamos de exemplo no início do texto, ele se assemelha ao DPVAT no Brasil, que também é pago separadamente, mesmo que você  possua um seguro auto particular. 

A ausência de tal documento impedirá a circulação de qualquer viajante de carro em terras estrangeiras. 

6. Como funciona o procedimento para coberturas? 

Em um possível acidente envolvendo o segurado em avenidas internacionais, o procedimento é contatar imediatamente a seguradora responsável, para que esta, em convênio com as companhias do mesmo ramo no país em questão, tome as devidas providências jurídicas junto aos envolvidos, assim como apoio pessoal. Todas as orientações serão repassadas ao condutor pela seguradora do país de origem do contrato, ou seja, do Brasil. 

Resumindo, o fato é que o seguro Carta Verde é obrigatório para todos os turistas que pretendem se aventurar dirigindo pelos países vizinhos, e apesar de parecer mais um custo em seu roteiro pelo Mercosul, há de se entender que ele se faz também extremamente necessário e importante em momentos que jamais poderemos prever. 

A contratação desse seguro, mesmo que obrigatória, não deve ser vista somente como um gasto, mas sim como uma garantia essencial para o conforto e tranquilidade de sua viagem, e que provavelmente sem ele, seria inviável solucionar possíveis problemas envolvendo acidentes e sinistros em um outro país que não seja o seu. 

Consulte seu corretor ou locadora e se preocupe somente com os passeios a serem feitos no destino. 

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